Como era um bordel na Roma Antiga


Conhecida como “profissão mais antiga do mundo”, a prostituição deu o que falar no História sem Fim quando publicamos os Tipos de prostitutas da Roma Antiga e Como era o trabalho de uma prostituta romana. Os leitores curtiram e muitos pediram mais! Então, vamos desvendar os lupanares da Roma Antiga, ou seja, os bordéis e prostíbulos da época. As informações são do site espanhol Historias de la historia.
Achou curioso o nome do local onde era exercido o ofício sexual? Lupanares vem do latim lupa,que significa lobo. Sugestivo, não? Mas, ao que parece, o nome tem outra origem. Na Roma Antiga, havia uma festa religiosa em homenagem ao deus Lupercus, as Lupercales, na qual mulheres prostituíam-se para os sacerdotes, o luperci, como eram conhecidos.
Mas vamos direto ao bordel da Roma Antiga, onde homens e mulheres atendiam os clientes (homens) da época. Para entender como era esse estabelecimento, é preciso considerar como era a cultura e a sexualidade da época. “Nosso atual pudor e vergonha por alguns temas, como o sexo, está embutido em nossas mentes por educação judaica e cristã, que recebemos desde pequenos e que algumas pessoas mais idosas ainda ensinam. Mas, na sociedade greco-romana, o conceito de “pecado” e “homossexual” não existiam, nem se contempla como atentado moral a pederastia ou qualquer outra forma de prazer sexual. Por isso, não podemos nos escandalizar de que nos lupanares podiam-se encontrar meninos e meninas de qualquer idade a serviço de todo tipo de cliente. O importante não era com quem você dormia, mas o papel que desempenhava na relação, ativo ou passivo”, escreveu o historiador Jans Sanz.
Um dos bordeis mais conhecidos da Roma Antiga é o de Pompeia. A casa ficava a duas quadras da principal rua da cidade e tinha dois andares. O de cima era reservado para os caras com mais poder aquisitivo e, o debaixo, mais modesto, era para os demais e contava com cinco fornices,como eram conhecidos os quartos das prostitutas. Um detalhe engraçado: na porta de cadafornices, pinturas na parede indicavam a especialidade da profissional daquele cômodo. Era uma forma de ninguém reclamar que comprou gato por lebre…
Fontes: Historias de la Historia, de Jans Sanz

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