“Zumbi tinha escravos”, afirma livro


“Zumbi, o maior herói negro do Brasil, o homem em cuja data de morte se comemora em muitas cidades do país o Dia da Consciência Negra, mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para que eles trabalhassem forçados no Quilombo dos Palmares. Também sequestrava mulheres, raras nas primeiras décadas do Brasil, e executava aqueles que quisessem fugir do quilombo”, escreveu o jornalista Leandro Narloch em “Guia politicamente incorreto da História do Brasil”.
A tese, que coloca em xeque a figura do herói nacional que liderava a supostamente igualitária comunidade de Palmares, na qual negros eram livres ainda no Brasil colônia, é polêmica. Mas Narloch tenta mostrar que se trata de um dado óbvio, afinal, segundo ele, Zumbi – que pode ter se chamado Zambi – viveu no século 17, época em que era comum um líder ter escravos, sobretudo um líder de um povo africano. Além do mais, a noção de que todos deveriam ser tratados da mesma maneira, que surge no final do século 19 na Europa, parece – de acordo com o livro – não estar presente na mata do Alagoas quase um século e meio antes.
O jornalista explica que, em Palmares, eram livres apenas os negros que optaram por viver no quilombo. Escravos capturados pelos moradores de Palmares em tribos vizinhas permaneciam escravos. “Os escravos  que, por sua própria indústria e valor, conseguiam chegar aos Palmares, eram considerados livres, mas os escravos raptados ou trazidos à força das vilas vizinhas continuavam escravos”, afirma Edison Carneiro no livro “O Quilombo dos Palmares”, de 1947.
Finalmente, Narloch afirma que a imagem do líder Zumbi e a de Palmares, como são conhecidas hoje – e que talvez não correspondam ao real-, são representações surgidas em 1950-1960 e construídas por historiadores marxistas como Décio Freitas, Joel Rufino dos Santos e Clóvis Moura.

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