Força verde-amarela no front - Parte 2

Afundou submarino no Rio de Janeiro

QUEM:
ALBERTO TORRES

NASCIMENTO: NORFOLK (EUA)

ONDE ATUOU: RIO DE JANEIRO

POR QUE É HERÓI? AFUNDOU UM SUBMARINO E SALVOU OS NÁUFRAGOS

O tenente Alberto Torres Martins foi o único piloto brasileiro que comprovadamente afundou um submarino alemão. E o fez no litoral do Rio de Janeiro. Personagem de destaque no documentário Senta a Pua!, de Erick de Castro, Torres nasceu em Norfolk, na Virgínia, mas era brasileiro. Seus pais, os diplomatas Aluízio e Lenita Torres, prestavam serviço nos EUA. Lá Martins estudou e treinou em aviões de combate.

Segundo o piloto veterano Rui Moreira Lima, Torres vestiu a farda da Força Aérea Brasileira (FAB) como piloto do 1º Grupo de Caça de 1941 a 1945, mas nesse período participou de 100 ações de combate. A mais importante delas ocorreu em 31 de julho de 1943. Em missão de patrulha no litoral do Rio de Janeiro, o tenente afundou um submarino alemão U-199 a 87 quilômetros ao sul do Pão de Açúcar. O Brasil tentava se manter neutro, mas navios brasileiros, vários deles da Marinha Mercante, foram afundados por submarinos alemães e italianos. Apesar da identificação do governo Getúlio Vargas com alguns elementos do nazifascismo, o Brasil declarou guerra ao Eixo.

Em sua missão de patrulha no comando do avião batizado de Arará, Torres - que havia se inscrito na FEB como voluntário civil - avistou o submarino e lançou 3 bombas de profundidade. A embarcação foi a pique imediatamente. Somente 12 soldados e oficiais se salvaram, entre eles o comandante do submarino, o capitão Hans Werner Kraus. O piloto brasileiro lançou um bote inflável em direção aos náufragos. Eles conseguiram se salvar e acenaram agradecidos. Pouco tempo depois foram resgatados pelo navio de guerra americano USS Banegat, que os levou como prisioneiros de guerra ao Recife. Dias antes do ataque, o U-199 havia afundado um cargueiro britânico que passava pelo litoral do Rio de Janeiro.

Por essa proeza, e por toda a sua participação na guerra, o piloto, que falava fluentemente inglês, alemão, espanhol, turco e italiano, recebeu duas Distinguished Flying Cross, concedidas pelo governo americano, além de uma Croix de Guerre, da França, e a Ordem do Mérito Aeronáutico brasileira.

Depois da guerra, Martins participou de várias atividades na vida civil. Chegou a montar uma companhia aérea regional na Amazônia e, posteriormente, tornou-se superintendente de uma empresa multinacional de transporte de valores. Contratou para auxiliá-lo na tarefa quatro ex-companheiros do Senta a Pua!, o grupo de aviadores brasileiros que esteve na guerra. Torres morreu em São Paulo em 30 de dezembro de 2001, aos 82 anos.


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