ONU declara o fim da fome severa na Somália, na África

Mulher carrega criança e lata de óleo que recebeu em centro de distribuição de comida em  Mogadíscio, na Somália (19/01)
A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o fim da crise de fome na Somália nesta sexta-feira, mas alertou que a situação do país é frágil e que uma assistência alimentar contínua ainda é necessária.

A escala de fome da ONU tem cinco níveis e a Somália estava no mais alto, tendo sido rebaixada para o penúltimo após um intenso aumento nos trabalhos humanitários. Porém, 2,3 milhões ou 31% da população do país, continuam precisando de ajuda, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). O diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, disse que a assistência será necessária por pelo menos três meses. “O Chifre da África será nossa prioridade e faremos nosso melhor para melhorar a segurança alimentar”, afirmou. “Acreditamos que a região pode se livrar da fome.”

A ONU declarou crise de fome na Somália em julho, em meio a uma grave seca que levou milhares de somalis a fugir para campos de refugiados na capital, Mogadíscio, e no Quênia e na Etiópia. A situação era pior no sul do país, controlada pelo grupo Al-Shabab, que impediu o trabalho das agências humanitárias.
O coordenador da operação da ONU na Somália, Mark Bowden, disse que os ganhos dos últimos meses são “consideráveis”, mas que a situação ainda é frágil.

“Anos de conflito e seca deixaram milhões de somali vulneráveis”, lembrou.

A organização não soube informar quantas mortes foram causadas pela fome, mas estimou que dezenas de milhares morreram, principalmente entre os meses de abril e setembro de 2011.
Apesar de entregas de ajuda humanitária para 180 mil pessoas em acampamentos na capital, Mogadíscio, terem melhorado a situação local, combates na região sul e central do país ainda dificultam a chegada de alimentos às áreas mais atingidas. Forças do governo têm combatido rebeldes islâmicos nos últimos cinco anos. Tropas do Quênia e da Etiópia deslocaram-se para o país para ajudá-lo a combater os militantes do Al-Shabab, que é ligado à rede terrorista Al-Qaeda.

As lutas, combinadas a ataques aos trabalhadores das entidades humanitárias e um histórico de manipulação da ajuda para ganhos políticos, fazem com que a Somália seja um dos países mais difíceis para a operação das agências de ajuda humanitária.

Com AP e Reuters

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