Começa o Genocídio em Ruanda 06-04-1994

O Genocídio de Ruanda foi um acontecimento sangrento de caráter étnico e político perpetrado nesse país da África Central em 1994 por parte de raças africanas de hutus atacando tutsis e hutus moderados. Em Ruanda se distinguem dois grupos étnicos: a maioria hutu e o grupo minoritário de tutsis. Desde a independência do país da Bélgica, os seus líderes sempre foram tutsis, num contexto de rivalidade étnica agravada com o tempo devido à escassez de terras e à fraca economia nacional, sustentada pela exportação de café. Em 6 de abril de 1994 o assassinato do general Juvenal Habyarimana (presidente de Ruanda 1973-1994) e a invasão da Frente Patriótica Ruandesa desencadearam uma série de massacres no país contra os tutsis, obrigando um deslocamento massivo de pessoas para campos de refugiados situados na fronteira com os países vizinhos, em especial Zaire (hoje República Democrática do Congo). Em agosto de 1995 tropas zairenses tentaram expulsar estes refugiados para seu lugar de origem. Quatorze mil pessoas são devolvidas a Ruanda, enquanto que outras 150.000 se refugiam nas montanhas. Mais de 800.000 pessoas foram assassinadas e quase todas as mulheres que sobreviveram ao genocídio foram violentadas. Muitas das 5.000 crianças nascidas desses estupros foram assassinadas.

Imagem: Frank Wolf [Domínio Público], via Wikimedia Commons

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