4 mulheres que viveram como homens (e 1 homem que viveu como mulher)


Ao longo da História, muitas personalidades viveram na pele do sexo oposto. Muitos passaram despercebidos e, hoje, ainda surpreendem. Houve quem se casou e não foi descoberto, quem ficou famoso e nem levantou suspeita, quem só teve o segredo revelado após a morte. Ficou curioso? Conheça cinco dessas personalidades, suas histórias e seus truques.
5. Travestido pela música
O músico Billy Tipton, pianista que embalou jazz entre os anos 1930 e 1960, surpreendeu a todos no dia de sua morte. Afinal, o cara que viveu durante quase toda a vida como o homem Billy Tipton era, quando nasceu, a menina Dorothy Tipton.                       Reprodução Quando criança, Tipton, ainda vivendo como menina Dorothy, entrou na escola de jazz, mas foi proibida de tocar na banda por ser mulher. Para driblar a censura e poder tocar, Dorothy se travestiu de homem. O que inicialmente era apenas uma fantasia para entrar na bandinha do colégio virou identidade e, aos poucos, Tipton deixou de ser Dorothy e foi assumindo de vez o papel de Billy. Apenas alguns de seus antigos familiares sabiam da verdade. Com o tempo, a transformação também deixou de ser exclusiva da vida profissional e passou a fazer parte da pessoal. De acordo com seus biógrafos, Tipton, já na pele do homem Billy, teve relacionamentos duradouros com cinco mulheres. A essas, dizia que sofrera um acidente que mutilara suas partes íntimas, fazendo com que ele tivesse que usar técnicas alternativas na hora H. Apenas no dia de sua morte, já no leito e com 74 anos de idade, a verdade veio a público.


4. Meninos não choram


A história mais recente – e talvez a mais chocante – da lista é a de Teena Brandon, nascida nos Estados Unidos em 1972. A moça sofria preconceito quando criança por ser considerada masculinizada e, ainda nessa fase, foi abusada por um parente homem. Então, resolveu mudar de cidade e começar uma nova vida como Richardson Country.
Lá, tornou-se amiga dos ex-condenados John Lotter e Marvin Tom Nissen e, travestida de homem, começou a namorar uma mulher. Ninguém sabia sobre sua verdadeira identidade. A história ganhou novos rumos quando Teena foi presa e, na hora de pagar a fiança, sua namorada viu que ela estava na penitenciária feminina e descobriu a falsa-identidade.
O drama estava apenas começando. O namoro acabou logo após a descoberta e os amigos ex-condenados de Brandon, Lotter e Nissen, também descobriram que haviam sido enganados. Espancaram e estupraram a moça. Ela foi à polícia denunciá-los, mas o caso não foi investigado. Tempo depois, foi assassinada. Lotter, então, foi condenado à morte e Nissen, à prisão perpétua. A história foi levada ao cinema em 1999, em “Meninos Não choram”, e deu à Hillary Swank, que viveu Teena, o Oscar de melhor atriz principal.


3. O homem mãe

O cantor chinês Shi Pei Pu conheceu, aos 20 anos, o contador na Embaixada da França em Pequim, Bernard Boursicot. Os dois se encontraram em uma festa, na qual Shi estava vestido como homem. Shi jogou um papo de que era uma cantora francesa obrigada pelo pai a viver como homem. Boursicot acreditou na mentira e os dois tiveram, na mesma noite, uma relação sexual na escuridão. O contador não desconfiou de nada e um affair começou…
Reprodução
Shi, na verdade, estava tentando obter documentos oficiais da embaixada. E conseguiu. Assim como teve o êxito de convencer Boursicot de que estava grávida. Na década de 80, a transferência de papeis oficiais foi descoberta e os dois foram acusados de espionagem. Só então, Shi, que se travestia de mulher, teve seu segredo revelado, fazendo com que Boursicot tentasse o suicídio (sem êxito) ao saber da verdade. Os dois foram absolvidos.


2. Soldada Hagberg

Brita Nilsdotter nasceu na Suécia do século 18 e se casou com o soldado Peter Anders Hagberg. Pouco depois do matrimônio, o marido foi convocado para servir na Guerra Russo-Sueca (1788-1790). Com saudades de Peter, Brita se vestiu de homem e alistou-se com o nome de Petter Hagberg. Lutou na Batalha de Svensksund e na de Vyborg Bay como fuzileiro naval.
Um dia, seu comandante chamou o sobrenome “Hagberg”. Ela e seu marido deram um passo a frente. No front, eles se reencontraram, mas não podiam revelar a verdade. Brita e Peter passaram a manter relações sexuais escondidos, até que a soldada foi ferida e descoberta. Após a guerra, porém, sua coragem foi reconhecida: Brita ganhou uma pensão, foi premiada com uma medalha de bravura e teve um funeral militar.


1. Profissão de homens?

James Barry, cirurgião militar do Exército britânico, foi Inspetor Geral em diversos hospitais militares. Durante sua carreira, serviu na África do Sul e na Índia. Foi o médico que fez a primeira cesariana bem-sucedida na África, em que mãe e filho sobreviveram. Mas James, nascido no século 18, era, na verdade, Margaret Ann Bulkley.
Reprodução
Biógrafos do cirurgião afirmam que, impossibilitada de trabalhar na medicina, Margaret, em conjunto com a família, assumiu a identidade masculina. Somente assim conseguiu trabalhar na profissão com a qual sempre sonhou. James morreu em 1865 e, ao que tudo indica, sua faxineira foi a primeira a descobrir que ele era uma mulher.

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