Existe algum livro sagrado para os budistas?

Sim. É o Tripitaka. Em páli - uma língua da Índia antiga, onde o budismo nasceu -, Tripitaka significa "três cestas", numa referência às três partes do livro: o "Vinaya", com as regras de conduta, o "Sutta", que reúne os discursos de Buda, e o "Abhidhamma", que é mais filosófico. A história desse livro sagrado e do budismo remonta à trajetória do indiano Sidarta Gautama (560-480 a.C.), que abandonou uma vida de luxo para buscar a sabedoria. Depois de meditar um bocado, ele concluiu que o sofrimento era causado pelos desejos que atormentavam a mente dos homens, como a corrupção, o ódio e a ilusão. Para Sidarta, se o homem aniquilasse esses desejos, atingiria o nirvana, um estado de paz longe de todo o sofrimento. Por causa dessa descoberta, ele tornou-se Buda, que em sânscrito significa "o iluminado". Por mais de 40 anos, ele percorreu a Índia ao lado de discípulos disseminando suas doutrinas. "Ao longo de sua vida, os 84 mil ensinamentos de Buda foram transformados em sutras, espécie de regras para a vida cotidiana. São elas que compõem o Tripitaka", diz o lama (sacerdote budista) Padma Norbu, do templo Odsal Ling, em São Paulo.

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